sábado, 23 de maio de 2015

On 06:51 by Pernambuco Amarelo
No dia 19/maio participamos da Audiência Pública, a convite do Detran/PE, e de Carlos Valle Movimento Maio Amarelo e Sálvio Siqueira (tendo em vista nossa participação como apoiadores e divulgadores da Campanha junto ao segmento motociclista), na Assembleia Legislativa de Pernambuco, junto à Frente Parlamentar de Trânsito e Transporte.
Na ocasião, que além de oportunizar nosso registro – dando contas da ação realizada no dia 09 de Maio/15 com o encontro de motociclistas e motoclubes. Apresentamos nossa dedicação à ação conjunta e com o Detran/PE, Operação Lei Seca e o Maio Amarelo – buscando engajamento, e resultados significativos, em prol da redução de acidentes envolvendo motocicletas.
IMG_20150519_152334282[1]Por toda tarde, tivemos oportunidade de conhecer o ponto de vista de diversas Autoridades de Trânsito, Parlamentares, Chefes de Segurança Publica / Fiscalização, Associações de Ciclistas, Estudantes, Transporte Escolar e etc… Cada um registrando considerações e citando suas experiências e perspectivas quanto aos riscos de usuários dos diferentes modais(ônibus, carro, moto, bicicletas – e pedestre). A mobilidade urbana, sem dúvida, traz muitas questões complexas e multi-disciplinares; comumente envolve os 3 pilares: Infra-estrutura, Fiscalização e Educação… – Se tivermos acesso aos Autos da Audiência iremos replicá-los, para levar a conhecimento dos que queiram de inteirar, com índices e sugestões apresentadas.
Enfim, em ambiente democrático, vimos também certas polêmicas e cobranças. Discursos inclusive de opinião contrária a investimentos em Educação, e sim pela maior punição / fiscalização – Seguindo a máxima que “é assim que a sociedade muda”… O velho lema: pq “pro brasileiro só muda quando dói no bolso…” – PASMEM! Isto não fora dito não por Agentes/Autoridades! Mas por condutores, pedestres, ciclistas, estudantes… Algo que particularmente discordo, as penalidades fazem sim parte do processo de mudança, mas não são a chave da cidadania. Educação(e cultura) é inevitavelmente a base, e precisa estar presentes na atitude de todos. E acho um equívoco pensar que Educação só dá resultado para “futuras gerações”…
Quanto a minha participação na tribuna:
Inicialmente, em breve resposta a certos comentários anteriores, registrei que os Instrutores de CFC foram sujeitos ao programa obrigatório de atualização de Instrutores de Trânsito, recentemente (Abril/2015 – oferecido pelo DENATRAN & Ministério das Cidades), chamando atenção para questões de cidadania e não apenas “preparar pessoas para o teste do Detran”, cobrando a formação de condutores com mais consciência da prática da direção (e pilotagem) defensiva. Ou seja, já há entre os Instrutores a missão de formar futuros condutores com responsabilidade de prevenir acidentes! – Somado a isto, o trabalho do DETRAN/PE que tem se mostrado em intenso esforço e engajamento na Campanha Maio Amarelo, tanto na presidência, como na coordenação de Educação atual.
Falando de MOTOCICLISMO, apresentei a diferença (ou necessária distinção) dos condutores de duas rodas: Não apenas no lendário dilema “motoqueiro OU motociclista”, mas na nova percepção de Segmentos – usuários das vias: MOTOCICLISTAS / MOTOCLUBISTAS / MOTOBOYS(motofrentistas) / CONDUTORES DE CINQUENTINHA… Afinal, cada um desses públicos têm uma diferentes posicionamento, condições fincnaceira e cultural, e sobretudo conduta. Seja pelo status ou necessidade, o perfil do publico tem que ser considerado para  promovermos uma boa e efetiva COMUNICAÇÃO – se é queremos livrá-los de acidentes (não podemos apenas tratá-los como estatísticas). Particularmente acredito que há essa necessidade de desambiguação e entendimento dos termos, para acharmos soluções específicas para se “conectar” cada um desses públicos. E combatermos as imprudências e infrações, sem necessáriamente rotularmos, ou emitir juízo… de quem é mais certo ou errado.
Concluí, prontificando-nos (motoclubistas) para futuras ações ou debates cuja participação se faça necessária, ressaltando inclusive os canais de comunicação & rede social.
Dra Semírames, pres. CETRAN, ainda falou dos esforços possíveis para que a questão das Cinquentinhas, pela sua urgência de adequação à legislação, que sejam tratadas na esfera estadual. Sugestão muito relevante, mas que demanda certo esforço (e até ajustes em alguns artigos do CTB – Código de Trânsito Brasileiro).
Obviamente não sobrou tempo para outros assuntos preocupantes aos motociclistas, como a questão do Cerol (que tem feito algumas vítimas – inclusive na região metropolitana). E oportunamente poderemos ressaltar em outras ocasiões. O importante é que nossa atuação continue sendo relevante para trazer um trânsito mais seguro em respeito à vida (e as pessoas).
O Movimento MAIO AMARELO - PE nasce com uma só proposta: chamar a atenção da sociedade pernambucana para o alto índice de mortes e feridos no trânsito. Participe!